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Como estudar criptomoedas: saiba analisar e investir com segurança

Você sabe como estudar criptomoedas para dar os primeiros passos com segurança nesses ativos de risco? O conhecimento é uma forma de adotar ações mais assertivas nos negócios e na vida pessoal.

E como entender o mercado de criptomoedas? Em primeiro lugar, saiba que os investimentos neste mercado vêm crescendo exponencialmente. O número de investidores em fundos e ETFs de criptoativos cresceu 1.266% no Brasil em 2021.

E por que há um crescimento tão grande? Para entender esse contexto, recomenda-se voltar ao início do assunto para compreender o que são criptomoedas, para que servem e como elas funcionam

Neste post, explicamos tudo isso e apontamos como estudar criptomoedas e aprender sobre Bitcoin e outras opções disponíveis no mercado. Confira!

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O que são criptomoedas?

Criptomoeda é uma tecnologia que permite a transação de informações, em especial de valores monetários, de maneira privada e descentralizada. Em outras palavras, é uma moeda exclusivamente digital criada para ser utilizada como meio de troca sem o envolvimento de qualquer governo.

Na prática, ela pode ser usada para comprar e vender produtos e serviços, assim como qualquer outra moeda, sem depender de um intermediário.

As diferenças entre a moeda digital e a moeda comum, como o dólar ou o euro, residem em alguns aspectos: 

  • Ela é totalmente digital e não existe em forma física;
  • Ela é criada com base em uma tecnologia chamada blockchain;
  • Ela é descentralizada, ou seja, não existe um órgão regulador como o Banco Central;

A partir dessas diferenças, já é possível ter um panorama sobre como estudar criptomoedas, certo? E um dos aspectos é entender qual a finalidade delas.

Para que servem as criptomoedas?

As criptomoedas surgiram com o objetivo de substituir o dinheiro físico em suas funcionalidades. Na prática, suas funções são:

  • Servir como meio de pagamento e facilitar as transações comerciais;
  • Servir como uma unidade de conta, em que os produtos são precificados em criptomoedas;
  • Ser uma forma de investimento ou reserva de valor para preservar o poder de compra no futuro.

Perceba que essas moedas digitais são versáteis e podem ser usadas de diversas formas, especialmente por quem busca mais segurança nas transações. 

Afinal, elas são criadas com base na blockchain. Veja a seguir um pouco mais sobre essa “cadeia de blocos”.

O que são mineração e blockchain?

Como estudar criptomoedas: saiba o que são mineração e blockchain

Mineração e a blockchain são a base de funcionamento dessas moedas digitais. Para saber como estudar criptomoedas, é importante entender esses dois conceitos.

Para isso, vamos retomar o fato de que não existe uma entidade, como o Banco Central, que acompanha as transações e operações das criptomoedas.

Diante disso, é preciso validá-las de alguma maneira, e a tecnologia blockchain é a responsável por isso. 

A blockchain é uma espécie de cadastro onde todas as transações com a moeda são registradas e que pode ser consultado para atestar sua validade.

Ele permite a criação de registros imutáveis de transações, que não são armazenados em um único local, mas hospedados por milhões de computadores simultaneamente.

Já a mineração é o processo através do qual as novas moedas são criadas. Por meio dela, os usuários obtêm as criptomoedas para realizar suas transações.

Para minerar, os usuários precisam utilizar seus computadores para resolver problemas matemáticos. Quando um problema é resolvido, o usuário recebe uma recompensa em forma de moeda.

Ao resolver tais problemas, eles auxiliam nos registros do blockchain. Ou seja, quanto mais usuários minerarem, mais segura será a rede.

Conhecidos esses conceitos básicos, vamos aprender sobre criptomoedas de forma individualizada, trazendo as principais opções disponíveis no mercado.

Quais são as principais criptomoedas?

Aprender sobre criptomoedas: quais são as principais?

Existem diversas criptomoedas no mercado, como o Bitcoin, Ethereum, Litecoin, Ripple e Tether. 

De acordo com a Statista, o papel do Bitcoin no mercado global de criptomoedas diminuiu em 2021, enquanto o Ethereum perdeu terreno para Tether e USD Coin. 

Os dados se baseiam em uma métrica que compara a capitalização de mercado de uma moeda em relação ao mercado global de criptomoedas chamado “dominância”. 

Diante de tanta diversidade, ao estudar criptomoedas, é necessário ficar atento às principais opções disponíveis, começando pelo Bitcoin.

Bitcoin

O Bitcoin (BTC) é a criptomoeda mais popular do mundo. Criada em 2009, ela é considerada a moeda mais segura do mercado, devido à sua blockchain com mais de 10 anos de existência.

A moeda apresenta quatro fundamentos principais:

  • Permite o anonimato de seus participantes; 
  • Utiliza como algoritmo a “Prova de Trabalho” para gerar Bitcoin;
  • Não há intermediários, como bancos ou outras instituições financeiras; 
  • É uma rede peer-to-peer (ponto a ponto), o que possibilita enviar as mesmas moedas mais de uma vez (evita o gasto duplo).

Ethereum

O Ethereum (ETH) é uma criptomoeda com um funcionamento semelhante ao Bitcoin. No entanto, ela foi criada também com o objetivo de facilitar o desenvolvimento de aplicativos descentralizados, como jogos e plataformas de comércio eletrônico.

Ou seja, ela foi além para mostrar que toda a internet pode ser descentralizada. 

Por isso, o Ethereum é o ponto de partida para o surgimento de uma nova economia digital, que inclui Finanças Descentralizadas (DeFi), novos criptoativos, Tokens Não Fungíveis (NFT) e muito mais.

Litecoin

O Litecoin (LTC) é uma criptomoeda descentralizada que compartilha do mesmo código do Bitcoin. Ela foi criada em 2011 para ser uma versão mais leve e disponível do Bitcoin, o que a permite agilizar as transações com a moeda.

Enquanto o BTC leva cerca de 10 minutos para confirmar o bloqueio, o LTC tem um tempo de confirmação de apenas 2,5 minutos.

Devido à agilidade e à praticidade, o objetivo do Litecoin é servir como moeda digital diária..

Ripple (XRP)

O Ripple é um protocolo de pagamento distribuído criado em 2011 que apresenta uma moeda nativa em seu sistema (XRP). Ela não passa por um processo de mineração, como acontece com Bitcoin e Ethereum.

A plataforma suporta em sua rede outros tokens que representam moedas tradicionais ou outros bens, o que a permite efetuar pagamentos seguros e instantâneos da melhor forma para o usuário.

Por isso, a Ripple é muito utilizada por bancos e outras instituições financeiras para facilitar as transações nestas instituições. 

Dessa forma, ela vai na contramão do discurso que apresenta o ideal de independência do sistema financeiro tradicional. 

Tether

O Tether (USDT) é uma criptomoeda com lastro no dólar lançada em 2014. Ou seja, 1 Tether é igual a US$ 1,00. Por ser uma stablecoin, é bastante diferente das demais criptomoedas, como Bitcoin e Ethereum. 

A moeda apresenta estabilidade de preço e se tornou uma opção interessante para transferências com diferentes criptomoedas e entre sistemas. 

Após aprender sobre Bitcoin e outras criptos, ainda que superficialmente, o interessado já pode pensar em como estudar criptomoedas.

Mas por onde começar?

Como começar a estudar sobre criptomoedas? 

Como começar a estudar sobre criptomoedas?

O mercado de criptoativos é completamente diferente dos mercados tradicionais. Sua recente criação faz com que ele esteja passando por questões regulatórias e apresenta maior volatilidade. 

Por isso, antes de buscar informações sobre como aprender a investir em criptomoedas, é fundamental pesquisar esses ativos e entender como funcionam as moedas. 

1. Entenda como funciona o algoritmo, a segurança e as trocas internas

As criptomoedas funcionam com base na tecnologia blockchain, que registra e valida as transações. 

Porém, cada uma delas utiliza a blockchain para uma finalidade diferente. Algumas pretendem facilitar a criação de aplicativos descentralizados, mas outras focam na construção de um mundo virtual compartilhado.

Ao conferir os projetos que trazem as informações sobre o algoritmo e o modelo de negócios, o investidor conseguirá ter mais dados relevantes para tomar uma decisão.

2. Procure informações em locais de research e exchange

O segundo passo na hora de aprender como estudar criptomoedas é buscar mais informações nas corretoras especializadas em negociar os ativos. Elas apresentam conteúdos voltados para investidores iniciais, que são menos técnicos.

As casas de research e exchange, e as plataformas internacionais, trazem muitos conteúdos que orientam o investidor com dados recentes que orientam a tomada de decisões.

Adquirir conhecimento para saber se basear em fundamentos além do preço, como o número de moedas em circulação (escassez), o volume de negociação (liquidez) e a capitalização de mercado (relacionado à mineração), é uma medida importante.

3. Conheça o criptoativo

Ao estudar criptomoedas, o interessado percebe que a Bitcoin foi a primeira criptomoeda do mercado, mas que a Ethereum trouxe uma verdadeira inovação para a economia digital.

Adquirir mais conhecimento sobre o criptoativo em questão é necessário para decidir ou não investir nele. 

Qual a história da moeda? Quais são seus principais objetivos e características? Será que ele terá valor no futuro e fará sentido para a estratégia de investimentos? E a governança?

Um bom exemplo sobre as diferenças do projeto é a apresentação do bitcoin e da dogecoin.

Enquanto a primeira veio acompanhada de um relatório bem estruturado, com informações sobre objetivo e funcionamento do sistema, a segunda foi lançada sem propósito, como uma piada. 

Por isso, é importante saber como fazer a análise das criptomoedas. Veja:

  • Conheça os desenvolvedores, a equipe por trás do projeto, e seu histórico e credibilidade no mercado cripto.
  • Analise o preço atual da moeda e comparar com a máxima histórica e com o valor de mercado dos concorrentes;
  • Avalie se existem grandes investidores interessados no desenvolvimento da criptomoeda, o que indica que ela é sólida e confiável. 

Responder a essas perguntas e considerar tais aspectos auxiliam o investidor a criar uma boa tese de investimentos em criptoativos.

4. Entenda o seu perfil de investidor

Uma pessoa iniciante no mercado financeiro costuma apresentar um perfil mais conservador e com muita aversão ao risco. Ao aprender como estudar criptomoedas, essas características podem mudar com o tempo.

Mesmo assim, o interessado deve avaliar qual o seu perfil de investidor para saber se o mercado de criptoativos é interessante para seus objetivos e anseios.

Considerando a volatilidade desses ativos, o investimento é mais indicado para o longo prazo e com o objetivo de diversificação.

5. Analise corretoras

Analisar corretoras é um passo importante quando se vai estudar criptomoedas

Seguindo nosso raciocínio sobre como aprender a investir em criptomoedas, chegamos à análise de corretoras. 

O interessado já pesquisou o ativo, compreende seu funcionamento e tomará a decisão de compra em breve. Mas onde comprar e armazenar os criptoativos? 

As exchanges conhecidas no mercado e que apresentam regulamentação são as corretoras mais indicadas para garantir segurança.

Elas também apresentam um sistema com várias camadas de segurança e regras rígidas de governança operacional.

6. Preste atenção aos golpes

Por fim, apesar da grande segurança que a blockchain oferece ao mercado de criptoativos, ele não está isento de golpes. 

Existem mais de 10.000 criptomoedas listadas, e os novos projetos continuam surgindo rapidamente. 

Com isso, o número de pessoas mal intencionadas também tende a aumentar, como é o dos furtos de ativos. A Nomad, empresa de criptomoedas norte-americana, sofreu um