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Qual o papel da inteligência artificial mesmo em sua fase de entendimento?

A inteligência artificial (IA) no mercado do entretenimento ainda está em fase de entendimento de como pode ser impactada, mas já se vislumbra que será uma ferramenta que contribuirá significativamente para a produtividade e a criatividade, sem substituir os talentos humanos.

Há uma previsão de convergência entre cinema e jogos, com o entretenimento em tempo real, onde a IA desempenhará um papel crucial na renderização instantânea. É este o ponto que Lisa Su, CEO da AMD, em Conversa com Ryan Patel, Futurista e Claremont Graduate University, e David, responsável pelos efeitos visuais de Avatar 2, discutem no painel do SXSW 2024, “AI and Future”.

Pessoas de todas as idades estão explorando as possibilidades da IA, trazendo uma energia criativa para todos os campos. Cada vez mais estamos vendo produções de texto, vídeo e outras contribuições com a IA Generativa.

Mesmo com o montante de conteúdos, o objetivo é aumentar o poder computacional em espaços menores, tornando-o mais rápido e acessível. Considera-se que a IA seja a tecnologia mais relevante dos últimos 50 anos e a era da IA está transformando fundamentalmente nossa maneira de viver.

Segundo os especialistas, prevê-se que em uma década, a IA estará presente em todos os aspectos de nossas vidas.

Os chips (GPUs) usados na IA, antes adaptados de jogos, agora estão sendo desenvolvidos exclusivamente para esse fim. Em breve, teremos nossos próprios computadores com IA, independentes de conexão com a nuvem, o que representa uma mudança significativa da lógica de software para hardware.

Na discussão, os especialistas alertam que as empresas que investirem em IA terão vantagens significativas sobre aquelas que não o fazem. Isto já foi mencionado e inclusive é objeto de estudo de Alexandre Nascimento.

A IA está em constante desenvolvimento, aprendendo conosco enquanto nós aprendemos com ela, em um momento de evolução mútua sem precedentes. A construção de máquinas mais poderosas, mas que consumam menos energia, é essencial para os objetivos globais de sustentabilidade.

Dada a rápida expansão e o poder da IA, é crucial permanecer vigilante. Um conselho para pessoas e jovens é desenvolver habilidades de pensamento crítico e resolução de problemas, preparando-se para um futuro impulsionado pela inteligência artificial e que as referências estejam além do que os ‘search engines’ proporcionam.

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A visão de futuro de Ray Kurzweil

Por Poliana Abreu

Ray Kurzweil é um futurista, inventor e autor conhecido por suas previsões sobre o avanço da tecnologia e seus impactos na sociedade. Co-Fundador da Singularity University, é famoso por suas previsões sobre a singularidade tecnológica, um ponto no futuro em que a inteligência artificial superará a inteligência humana, levando a mudanças profundas na sociedade e na própria natureza humana.

Desde que foi publicado pela primeira vez em 2005, “The Singularity Is Near” de Ray Kurzweil e sua visão de um futuro exponencial geraram um movimento mundial. As previsões de Kurzweil sobre avanços tecnológicos em grande parte se tornaram realidade, com conceitos como IA, máquinas inteligentes e biotecnologia agora amplamente familiares ao público.

Presente no SXSW de 2024, Ray conversou com o jornalista Nick Thompson, sobre seu novo livro: “The Singularity Is Nearer” que será publicado em junho de 2024.
Tal como um cientista que procura investigar o sentido dos fenômenos e a lógica por traz das movimentações sociais, Kurzweil está sempre investigando questões que atravessam a sociedade. Isso implica que, muitas vezes, as respostas não serão objetivas e simplistas como muita gente quer.

Em certos momentos, Ray estava sendo requisitado no papel de prever algumas questões futuras. Não se tratava apenas disso. O “espírito do tempo” é compreender lógicas, energias, pulsões e o que atravessa uma sociedade.

Em seu último livro, Kurzweil previu que até 2029 os computadores alcançariam o nível de inteligência humana, desbloqueando soluções para os maiores desafios do mundo. Agora, o cientista acredita que até a década de 2030 a inteligência artificial se tornará superinteligente, ultrapassando em muito nossas capacidades e possibilitando avanços médicos na luta contra o envelhecimento.

Para Ray Kurzweil, cruzamos a fronteira da criatividade. É perceptível que isso tem ocorrido, principalmente com ajudas de IA Generativas. Cada vez mais nossa criatividade, que antes era recolhida por referências ou “criada do 0”, agora também acompanha um processo de criação a partir de dados massivos que as grandes corporações produzem.

Ele afirmou mais de uma vez, que se formos “diligentes”, a partir de 2029 entraremos num ciclo de rejuvenescimento. Dentre as inferências e deduções que um cientista lógico pode entregar, Kurzweil diz que até 2045 seremos capazes de conectar nossos cérebros diretamente à nuvem, aumentando nossa inteligência em um milhão de vezes e expandindo nossa consciência de maneiras que mal podemos imaginar.

Esse ponto de avanço tecnológico é conhecido como a “Singularidade”, mas ainda exigirá algumas questões, que se concentram em:

Poder computacional: Refere-se ao aumento exponencial na capacidade de processamento dos computadores, permitindo que realizem tarefas cada vez mais complexas em um tempo cada vez mais curto. Isso é crucial para o desenvolvimento e aprimoramento de inteligência artificial e outras tecnologias avançadas.

Interfaces Cérebro-Máquina (Brain-Machine Interfaces): Essas interfaces permitem uma comunicação direta entre o cérebro humano e as máquinas, permitindo que os indivíduos controlem dispositivos externos ou até mesmo interajam diretamente com sistemas de computadores. O desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina é fundamental para a fusão entre humanos e inteligência artificial, conforme avançamos em direção à singularidade tecnológica.

Essa investigação do cientista, que procura compreender o “espírito do tempo” contemporâneo, chamou atenção da comitiva alemã em peso e é sempre uma questão que Ray Kurzweil traz para nós. Por isso podemos pensar ao seu lado sobre o futuro, ler e discutir algumas questões que sua contingência vem mostrando em seus pensamentos.

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O Moonshot de Edu Lyra

A pobreza da favela em um museu por meio das tecnologias sociais

A manhã do terceiro dia de SXSW começou com muita brasilidade e inovação social na Casa São Paulo, iniciativa da InvestSP, agência de desenvolvimento do Estado de São Paulo, que tem como objetivo desenvolver o Estado por meio da atração de investimentos, promoção de exportações, incentivo à inovação e melhorias no ambiente de negócios.

Edu Lyra, da Gerando Falcões, abriu o Favela Day, no SXSW 2024, com a energia e a clareza dignas de quem persegue um Propósito Massivo Transformador. Essa inspiração, de ir além do lucro para buscar impactar positivamente a sociedade em larga escala, nos ajuda a orientar a direção estratégica de longo prazo, motivando todos, tal como Edu Lyra coloca, em prol de uma causa maior e servindo como um farol orientador para tomadas de decisão alinhadas aos valores e propósitos da organização.

Na SingularityU, falamos muito sobre o “moonshot”, essa meta ousada e disruptiva que nos direciona a resolver grandes desafios globais utilizando tecnologias exponenciais.

O Moonshot da Gerando Falcões é claro e foi reforçado em Austin: Transformar a pobreza da favela em peça de museu.

Para atingir este Moonshot, Edu trouxe sobre a importância da “Ficção Social”, que é uma postura de resiliência, quase teimosia para que o sonho não seja engolido pela realidade.

Edu conta que no início da sua jornada, recebeu muitos ‘nãos’ e isso o ensinou a “Querer teimar na vida quando te dão um não como resposta” e, mesmo olhando obstáculos (não ter dinheiro, não querer ajudarem), é necessário encontrar caminhos e alternativas para fazer o que você sonha.

A Gerando Falcões cresceu de apenas uma favela para cinco e agora conta com 300 colaboradores, focados na missão de acabar com a pobreza. Esse crescimento foi feito por um plano estratégico, baseado em 4 tecnologias
sociais:

Rede de líderes: Isso começou há 5 anos atrás. Pensando em mudar o Brasil, Edu destacou que precisamos de muita densidade de líderes reais. A Falcon’s University foi feita para formar líderes sociais e empreendedores. Hoje são 2.000 líderes sociais nas favelas no Brasil graças a este movimento comunitário.

Favela 3D: Digital, digna e desenvolvida. A representação da construção de um bairro de favela é só o começo para colocar esta peça em um grande museu da pobreza, principalmente para lembrar que isso só pode estar no passado e o futuro será diferente. Acabar com a pobreza das favelas está começando por São Paulo e estas iniciativas.

Decolagem: “A gente lida com pobreza da mesma forma. Com mesmo remédio. Mas a realidade não é assim.” Com esta frase, Edu Lyra mostrou que a Gerando Falcões criou o projeto “decolagem”, que é um programa transformador, onde cria trilhas personalizadas de superação de pobreza de cada família. Eles atuam como mentores sociais para 60 famílias.

Junto com essa família, o mentor cria trilhas de superação para ela sair da pobreza. Toda a família tem uma trilha com metas. Quando o mentor visita a família, ele está ajudando a sair dessa condição. Ninguém aprende a sair da pobreza na escola.

Isso se trata de um processo social, pragmático e mental que não se aprende sozinho. Essas mentorias dão autoestima para evoluir socialmente. Isso tudo com base em dados e índices que vão sendo acompanhados durante os anos. “O contrário de pobreza não é riqueza. É dignidade”, destacou Edu Lyra.

As Maras: A